Um dia antes do lançamento da versão oficial do ITIL, nesta sexta-feira (22/06), tive a oportunidade de entrevistar Sharon Taylor, uma das autoras dos livros da edição 3.0. Enquanto comentava sobre as críticas sobre a nova publicação, Sharon disse que muitos estavam esperando que a nova versão fosse algum tipo de “pílula mágica”, como uma espécie de guia prático sobre o que fazer ou não para implementar as melhores práticas. Para Sharon um dos maiores problemas do mercado brasileiro em relação às implementações de ITIL é que muitos executivos têm pressa para obter resultados, o que acaba comprometendo o projeto de forma geral.
Logo que ela comentou sobre a inatingível pílula mágica para ITIL, não pude deixar de estabelecer um paralelo com a ânsia de muitos alunos meus – também sou professora de inglês em período parcial –, de aprender a língua. E, se possível, sem gramática, sem tarefa extra-classe, sem lição de casa, enfim, sem esforço. Da mesma forma como alguns professores tentam incansavelmente transmitir a idéia de que, por maior que seja a urgência do aluno, não existe aprendizado sem esforço ou pílula mágica capaz de disseminar o conhecimento em instantes, acredito que os evangelistas do ITIL ainda deverão caminhar um longo trecho para mostrar que, de fato, não existe fórmula mágica. E que o resultado só é atingido se foram cumpridas certas etapas. De fato, acredito que da mesma forma como existem aqueles que passam anos começando e desistindo de cursos de inglês – não entrando no mérito da qualidade de cada um deles – porque afirmam que as aulas não trouxeram resultados rápidos, acredito que ainda veremos por um bom tempo experiências de fracasso em ITIL por conta da pressa. Infelizmente.
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